terça-feira, 3 de março de 2009


Estava ali, na minha frente que nem pedra ao lado da água(água que fura, que fura). Essa pedra que nem de longe lembra a grande montanha tão desejada. Virou pedrinha, mas que um dia foi pedra no caminho.
Não fez cócegas, também não rendeu gargalhada... um encontro de dois concretos. Sabe, desse encontros desnecessários, mas importante para que seja colocado uma pedra definitivamente nesse "era uma vez".

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009



AS INDAGAÇÕES: A resposta certa, não importa nada: o essencial é que

as perguntas estejam certas.



E por muito tempo persistimos em buscar aquilo que faz "modinha" em nossas cabeças. Queremos com data, com a cor certa, com a frase cinematograficamente articulada.

Ai se não parecerem com Tom Cruise ou Brad Pitty. Ai da sala, se não tiver a cor da pátina desejada desde a 8ª série. Seria muito pedir humildemente por uma secretária quase escrava e adoradora de você, que acredita mesmo que café seja um vínculo maternal. A resposta é sim ou não, a hora é a da nossa boca ... Mas é preciso perguntar de novo.

A frase até vem, mas da boca do Benício Del Toro que com charme de quem te ama acima de todas as coisas e acredita e te convence de que pátina já saiu de moda. Mãe só existe uma e um belo dia acordamos para sentirmos uma saudade tão grande que o antigo costume de pedir a bênção lhe parece mesmo um último desejo! Já a secretária, essa , precisa ser competente e tão ocupada que o cafezinho acaba ficando para mais tarde!

òtimo carnaval!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Faltou açúcar


foto-filme: A última Profecia

Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma
ventania,
Depende de quando e como você me vê passar.
E agora, sou tufão, arrasto junto as águas salgadas tudo quanto for possível levar. Desejando as doces águas de uma mente sem lembranças, pelo menos , não, as salgadas!


:* doces e porquê, não?!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009


Liberdade é pouco.

O que eu desejo ainda não tem nome.

(Perto do Coração Selvagem)



E essa capacidade humanizante de não perder-se aos instintos, de não despersonalizar, como diria Pessoa "... meu medo é me despersonalizar" . À espera desse tempo divino, que é mais paciente que esse de nossos relógios. Sabemos, vai passar. contudo, a espera ainda é a pior parte dessa viagem, esse passar de paisagens tão iguais. Mato, mato, mato ... mas quando menos esperamos ... uma casinha e outra e uma igreja e pessoas e lá está toda vida socialmente esperada como ponto de segurança do conhecido, nós em nós, nós nos outros!

sábado, 24 de janeiro de 2009


Para que pesar mais as fatalidades, banalidades também alimentam a alma. E lá vou eu, depois de um ano e meio de muita flacidez retornar a uma das práticas esportivas que não me dá prazer nenhum, mas retorno ao ego inestimável(rsrsrs...)

Sem pensar muito tomei banho e vesti a malha. Sai procurando o tênis de caixa em caixa e nada, só um milhão de sandális em sua maioria rasteiras (pensei: quantos pés eu tenho??)e nada de tênis. Incentivo à mais, fui de malha e chinelo comprar um bem legal no shopping.

De tenis novo e um ego enorme para inflar me matriculei na academia, sou a mais nova musculacionante da cidade! Saúde -->check!

E que venham os frutos ...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Levanta-te e anda


"Abrindo um antigo caderno

foi que eu descobri:

Antigamente eu era eterno."


Paulo Leminski


Sendo redemoinho ou aquela areiazinha que entope os tubinhos da alegria, mesmo assim vale a pena. Diante dos desgastes e até das fatalidades(que emortecem , mas não matam), ainda assim, vale a pena. Apoiada ou escondida de qualquer ajuda, diante de Deus ou escondida da chuva, com sol escaldante, pesadelo adiante, ainda assim, há validade se fazer criatura!


Beijos

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Modinha


Esse ano me despi das tradições de reveillon, já que o ano é 2000 [inove], o jeito foi inovar: pés fincados na areia, nada de ondas puladas, nada de comidinhas da sorte ... mas o sorriso era saltitante como as ondas que não pulei, e pra que 7?!


"Tuas palavras antigas

deixei-as todas, deixei-as,

junto com as minhas cantigas,

desenhadas nas areias.

Tantos sóis e tantas luas

brilharam sobre essas linhas,

das cantigas - que eram tuas - das palavras - que eram minhas!

O mar, de língua sonora,

sabe o presente e o passado.

Canta o que é meu, vai-se embora:

que o resto é pouco e apagado."

Cecília Meireles