terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Modinha


Esse ano me despi das tradições de reveillon, já que o ano é 2000 [inove], o jeito foi inovar: pés fincados na areia, nada de ondas puladas, nada de comidinhas da sorte ... mas o sorriso era saltitante como as ondas que não pulei, e pra que 7?!


"Tuas palavras antigas

deixei-as todas, deixei-as,

junto com as minhas cantigas,

desenhadas nas areias.

Tantos sóis e tantas luas

brilharam sobre essas linhas,

das cantigas - que eram tuas - das palavras - que eram minhas!

O mar, de língua sonora,

sabe o presente e o passado.

Canta o que é meu, vai-se embora:

que o resto é pouco e apagado."

Cecília Meireles

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Dia de sempre


"Tão bom viver dia a dia...

A vida assim, jamais cansa...


Viver tão só de momentos

Como estas nuvens no céu...


E só ganhar, toda a vida,

Inexperiência... esperança...


E a rosa louca dos ventos

Presa à copa do chapéu.


Nunca dês um nome a um rio:

Sempre é outro rio a passar.


Nada jamais continua,

Tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança

Das outras vezes perdidas,


Atiro a rosa do sonho

Nas tuas mãos distraídas..."

Mário Quintana

FELIZ ANO NOVO!

domingo, 21 de dezembro de 2008

Trigresa




Fiz dois textos tristes, como os três pratos de trigo para três tigres tristes ... há dias de tigre, de tigresa triste, e apesar da majetesa da fera em cada um, ora o gato mia(rima pobre kkk). É é assim, "baixinho para não acordar os passarinhos" que venho trazer o Zoológico em prosa.


Prosa lastimosa, mas orientada ao Bem!


Preferi guardar os textos, melhor aproveitar o dia!




"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."




Clarice Lispector

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Sapiencia


A família diminuta encerrava seu almoço de domingo. As mesas do restaurante ainda vazias, já que o pai, idoso, reconhecendo velhos hábitos, cumpria a refeição as 11:30. A mãe foi buscar o cafezinho na mesinha dos digestivos, enquanto a filha ouvia descuidadamente a última frase de uma senhora da mesa ao lado: " eles me parecem semi-civilizados ". Sem saber o contexto ou procedência de tal comentário, relatou com ao velho pai, que esperava ansioso pelo café sem açúcar, diante de sua diabetes. Ele, velho e aposentado professor da mais antigas letras respondeu: " ela certamente não sabe o que diz, hoje, todos vivem dentro de uma civilização, ou seja, civilizados..."
E ali, com a chegada do cuidadoso e zeloso café, a filha orgulhosa do pai, que modesto em atitudes sabe. E sabedoria é o alimento que ninguém subtrai, uma vez adquirido.

bom apetite

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

De olhos bem fechados




E fazendo figa, rezando pra Deus, orando pra cima.

Descendo as escadarias, deixando a umbanda passar, crendo em Deus e só nele.

Fé na intuição, com uma ajudinha aculá e aqui ... esse coro pode soar!

Soar o meu nome e eu ... feliz!
;))


"Nada mais me impede eu posso ir em frente
Agora é que tem que acontecer
Agora eu vejo que agora é que tem que ser
Agora eu sei o que realmente vale a pena,
agora eu sei o que é importante pra mim,
Agora eu sei o que eu realmente quero e assim é bem mais fácil conseguir
Nada mais me impede eu posso ir em frente
Agora é que tem que acontecer
Agora eu vejo que agora é que tem que ser

Agora eu sei o que eu tornei complicado como se eu já não tivesse problemas demais
Tenho percebido como eu tenho mudado e o que me incomodava ficou pra trás
Agora eu enxergo o que me fez perder tempo e o que eu não quero nunca mais ter pra mim "

Seu Jorge
Composição: Gabriel thomaz

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

À deriva dos tais botões


"Traze-me um pouco das sombras serenas

que as nuvens transportam por cima do dia!

Um pouco de sombra, apenas,

- vê que nem te peço alegria."

Cecília Meireles




Hora de plantar ser à dentro. Avançar por entre os dentes, descendo garganta à baixo, em frente. Frente à frente com a mais amedrontadora das sensações, a de estar conosco, um junto solitário, só com os nossos sons, nossas paisagem, por mais bucólico que isso pode aparentar.

Dias de alegria, afinal, alegria conosco é alegria genuína, purinha. Nem tão bela, nem amena, mas efeitada, como cabelo com "fulô", exoticamente pertinente!


Boa semana e que bom que gostaram do meme!

domingo, 9 de novembro de 2008

Velha Infância

A Mary , enviou essa brincadeirinha em forma de corrente. Gostei, farei e repassarei! Obrigada pela lembrança "Frô"!

As regras:

- Colocar o link de quem convidou (p.s: sorry, deu erro na horas dos links ;))
- Escrever um texto sobre lembranças da infância
- Postar o selo do Meme dentro do artigo
- Se possível postar uma foto de quando era criança ou adolescente
- Chamar 5 amigos para brincar com você

Filha única, neta única! Carrego comigo essa solidão, o estado de ser só, de me gostar sozinha, de precisar estar só por muitas vezes, mesmo acompanhada.
As brincadeiras eram mais legais em turma e eu era , desde pequena, a líder da divisão dos brinquedos, de como a brincadeira ia rolar ... essa tirania das crianças unitárias. Mas, fazia de tudo para que fossem ótimas brincadeiras, como as gincanas imitada do”passa ou repassa” com provas ao redor de toda a minha casa. Preparava as provas sozinha( e la estava eu como eu gostava) e as minhas coleguinhas adoravam o fator surpresa e disso renderam muitos finais de semana regados a muita pipoca e sanduíches e grupos cada vez maiores de participantes.
Magricela até hoje, meu apelido “eram vários” e todos me incomodavam, acho que porque apelidos são feitos pra isso mesmo!
Criança comportada, adolescente revoltada, assim minha mãe define minhas fases. Lembro do pega-pega, de como eu adorava a presença fiel dos meus três primos na minha casa, do “cantinho do chambinho” que ficava com minhas amigas de escolinha, dos dia do Índio, dos carinhos da avó, das viagens pra praia, de sentir saudades da minha mãe só por ela estar no trabalho, da cumplicidade do meu pai que me pegava e deixava num balé incrível de rotina paterna. Adorava imitar a Xuxa(da saída da nave até aqueles cafés da manhã dela q só tinha naquele mundo de imaginação kkkkkk), mas o que me deixava feliz era ouvir as histórias dos disquinhos coloridos: “Os Três Porquinhos, Cinderela, Festa no Céu...”, fora meus livrões com 1000 histórias encantadas e lindas, que sempre me deram a imaginação que possuo, hoje.
Essa infância toda e necessária, que nos encaminha e nos galga para muito do que somos e seremos...Fim!

Próximas:
Rosinha
Tatá
Mel
Paula
Nandinha