sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009


Liberdade é pouco.

O que eu desejo ainda não tem nome.

(Perto do Coração Selvagem)



E essa capacidade humanizante de não perder-se aos instintos, de não despersonalizar, como diria Pessoa "... meu medo é me despersonalizar" . À espera desse tempo divino, que é mais paciente que esse de nossos relógios. Sabemos, vai passar. contudo, a espera ainda é a pior parte dessa viagem, esse passar de paisagens tão iguais. Mato, mato, mato ... mas quando menos esperamos ... uma casinha e outra e uma igreja e pessoas e lá está toda vida socialmente esperada como ponto de segurança do conhecido, nós em nós, nós nos outros!

sábado, 24 de janeiro de 2009


Para que pesar mais as fatalidades, banalidades também alimentam a alma. E lá vou eu, depois de um ano e meio de muita flacidez retornar a uma das práticas esportivas que não me dá prazer nenhum, mas retorno ao ego inestimável(rsrsrs...)

Sem pensar muito tomei banho e vesti a malha. Sai procurando o tênis de caixa em caixa e nada, só um milhão de sandális em sua maioria rasteiras (pensei: quantos pés eu tenho??)e nada de tênis. Incentivo à mais, fui de malha e chinelo comprar um bem legal no shopping.

De tenis novo e um ego enorme para inflar me matriculei na academia, sou a mais nova musculacionante da cidade! Saúde -->check!

E que venham os frutos ...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Levanta-te e anda


"Abrindo um antigo caderno

foi que eu descobri:

Antigamente eu era eterno."


Paulo Leminski


Sendo redemoinho ou aquela areiazinha que entope os tubinhos da alegria, mesmo assim vale a pena. Diante dos desgastes e até das fatalidades(que emortecem , mas não matam), ainda assim, vale a pena. Apoiada ou escondida de qualquer ajuda, diante de Deus ou escondida da chuva, com sol escaldante, pesadelo adiante, ainda assim, há validade se fazer criatura!


Beijos

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Modinha


Esse ano me despi das tradições de reveillon, já que o ano é 2000 [inove], o jeito foi inovar: pés fincados na areia, nada de ondas puladas, nada de comidinhas da sorte ... mas o sorriso era saltitante como as ondas que não pulei, e pra que 7?!


"Tuas palavras antigas

deixei-as todas, deixei-as,

junto com as minhas cantigas,

desenhadas nas areias.

Tantos sóis e tantas luas

brilharam sobre essas linhas,

das cantigas - que eram tuas - das palavras - que eram minhas!

O mar, de língua sonora,

sabe o presente e o passado.

Canta o que é meu, vai-se embora:

que o resto é pouco e apagado."

Cecília Meireles

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Dia de sempre


"Tão bom viver dia a dia...

A vida assim, jamais cansa...


Viver tão só de momentos

Como estas nuvens no céu...


E só ganhar, toda a vida,

Inexperiência... esperança...


E a rosa louca dos ventos

Presa à copa do chapéu.


Nunca dês um nome a um rio:

Sempre é outro rio a passar.


Nada jamais continua,

Tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança

Das outras vezes perdidas,


Atiro a rosa do sonho

Nas tuas mãos distraídas..."

Mário Quintana

FELIZ ANO NOVO!

domingo, 21 de dezembro de 2008

Trigresa




Fiz dois textos tristes, como os três pratos de trigo para três tigres tristes ... há dias de tigre, de tigresa triste, e apesar da majetesa da fera em cada um, ora o gato mia(rima pobre kkk). É é assim, "baixinho para não acordar os passarinhos" que venho trazer o Zoológico em prosa.


Prosa lastimosa, mas orientada ao Bem!


Preferi guardar os textos, melhor aproveitar o dia!




"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."




Clarice Lispector

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Sapiencia


A família diminuta encerrava seu almoço de domingo. As mesas do restaurante ainda vazias, já que o pai, idoso, reconhecendo velhos hábitos, cumpria a refeição as 11:30. A mãe foi buscar o cafezinho na mesinha dos digestivos, enquanto a filha ouvia descuidadamente a última frase de uma senhora da mesa ao lado: " eles me parecem semi-civilizados ". Sem saber o contexto ou procedência de tal comentário, relatou com ao velho pai, que esperava ansioso pelo café sem açúcar, diante de sua diabetes. Ele, velho e aposentado professor da mais antigas letras respondeu: " ela certamente não sabe o que diz, hoje, todos vivem dentro de uma civilização, ou seja, civilizados..."
E ali, com a chegada do cuidadoso e zeloso café, a filha orgulhosa do pai, que modesto em atitudes sabe. E sabedoria é o alimento que ninguém subtrai, uma vez adquirido.

bom apetite