" O sofrimento é uma promessa que a vida cumpre
A felicidade fica conosco por um breve momento."
Filme: Muito Além de Rangum
Estava revirando minhas agendas antigas, de onde tiro notícias das pessoas que não vejo sempre, lá estão os telefones, os endereços, anotações que me colocam a par de onde paramos...
Engraçado como perdemos o contato com pessoas que verdadeiramente nos fazem bem. Há uns anos busco estar encontrado-me com minhas várias facções, como costumo dizer.Muitas vezes elas não se misturam, mas me pergunto:"pra que?" elas foram construídas em momentos diferentes da minha vida e a menina da 5ª série não era a mesma da 8ª repetida, muito menos a da faculdade e muito menos a de agora. Essas pessoas que nos marcam em cada momento me trazem a sensação de superação e de que tudo que foi vivido foi bom em seu tempo! O que fica são as agendas cheias de papel de chocolate e os abraços de reencontro que me fazem sentir em casa, esparramada no sofá e podendo ir ali na geladeira pegar uma água.
Na agenda, lá atrás, também encontrei esse escrito do texto lá de cima: "Num domingo de 2003/ 1º semestre, às 4:10 a.m." Sou muito organizada do meu jeito desorganizago! Hehehehe...
Boa lembranças à todos!
Olhando á minha volta, encontrei um pontinho dentro de mim que era desconhecido: a capacidade de saber que existem calmarias inatas. Tenho a sensação, agora, que as tormentas não vão me levar de qualquer jeito, arrasar meu prumo, bagunçar meus cabelos. Vou continuar sendo arrastada, mas tendo certezas, lá no fundo, que vai ficar tudo bem e isso fomenta que as atitudes sejam menos impulsivas e mais eficazes.
Estou me sentindo assim, vendo por fora quando aparecem certos percalços, conseguindo manter uma distância de mim que me apraz, me traz boas coisas e ao mesmo tempo ajuda a estar mais junto dos meus fundos e dos meus rasos. Às vezes, nos vermos de forma rasa é mais difícil que procurar intimidade subjetiva, sair de perto da gente e tranqüilizar a alma!
Boa Semana e até a próxima!
Acordei matutando sobre isso, sobre ser gentil. Falo da gentileza como forma de amanhecer e dormir, daqueles que existem gentis e não a gentileza que fazemos a alguns.
Ser gentil é uma qualidade especial, que vai além de ser bom, de fazer o bem. Quem pratica esse sublime talento deve ver a humanidade com cores mais suaves, com mais amor! Por isso é difícil encontrar pessoas gentis. Já encontrei algumas em minha vida e acho que é uma qualidade realmente difícil, especialmente hoje. Mas que bom que podemos conhecer a gentileza bondosa de muita gente.
Gentileza exclui malícia, exclui maldade e inclui cuidado sem olha a quem. Sabe aquela pessoa que você tem perto e diz: “Será que ela existe, que coisa boa te-la.”, sinto-me abençoada pro poder aproximar-me dessas auras coloridas. Sinto que posso me espelhar nelas, que só de estar perto já reflito sobre como o mundo poderia ser mais verde, mais terno, mais manso. Como as pessoas deveriam se amar de uma forma diferente da que acontece hoje.
“Eu só quero que você caiba no meu colo porque,
Eu te adoro cada vez mais
Eu só quero que você siga para onde quiser
Que eu não vou ficar muito atrás...”
Bom fim de semana!!! :)))
Estava terminando minha noite de segunda-feira, curtindo assistir TV com a família juntinha. Em um dado intervalo, sou atraída pela Veja em cima da cama dos meus pais e caio na tentação de dar uma folheada, de trás para frente, como sempre. Dei de cara com a matéria "Abuso Sexual", fui mais para frente, no meu caso, atrás e lá estavam as famílias reunidas vendo TV, também. falava sobre a censura na TV. Até aí, tudo muito habitual até a legenda da foto lançar-se sobre meu olhar, imensamente crítico sobre esse tema. Lá tinham pais indignados com as cenas de sexo e de violência que a Globo e outras emissoras exibiram e que aquilo era inadmíssivel por conta das crianças.
A minha lente de aumento alçou vôos para além do tema proposto, mas sim, para a falas das mães, e uma delas dizia : "... não podemos expor as crianças a tudo e achar normal. Atrás do que parece caretice há valores importantes."
Até me arrepio só de pensar que vou falar sobre isso, motivo, esse é meu tema de conclusão de especialização.
Eu li, cuidadosamente, sobre esse tema tão delicado tentando entender esses pais, mas preciso falar, até por tudo o que concluí. Não se pode esperar, que as crianças não transformem-se em senhores de seus pais, se na hora de tomar decisões simples como: decidir o horário de dormir ou que programas assitir( porque pasmem, isso ainda é tarefa educacional dos pais) espera-se que os programas sejam tirados do ar porque "ninguém" assume a decisão do "não pode". Ou seja, se está passando um programa, à noite, e "ninguém" pode dizer que "não pode", aí a culpa torna-se de outra pessoa que não dos pais, mas da censura, do autor ou sei lá de quem. Eu, infelizmente, preciso esclarecer que, ainda hoje, a responsabilidade pela educação fundamental e primeira dos filhos é, insubstituivelmente, dos pais. E deles será cobrado!
Acho que é uma tarefa delicada, difícil mesmo, impor limites numa sociedade como a nossa, as crinças não fazem idéia das regras sociais, se ninguém lhes explicar, impor(porque é necessário, muitas vezes, impor) ou explicar o que pode e o que não pode, até pela própria sobrevivência social daquele infante, ela irá comportar-se como achar que pode e consegue. Quantas vezes as crianças comandam a vida familiar, e tornam-se numa linguagem de Tânia Zagury(leiam) tiranas?
Não entro no mérito da questão da censura, se pode, se está errado...confinei-me a entender, aqui, as falas dos pais, tão somente.
Infelizmente, para os pais que pensam que a sensura deve mandar seus filhos para cama..., digo que, os filhos ainda esperam um comando de seus pais para que isso aconteça, porque a televisão ainda não conversa com eles. Ainda!
Foto-filme: Vidas Paralelas
Em casa, tentando organizar as idéias novas, guardar tudo de bom do que passou e recomeçar. É porque levantar o velho tapete e trazer a poeira e os bons traçados é uma tarefa que requer paciencia e vista acurada. Vista do coração, com certeza.Reterei-me ao Piaui PopTempo de rever amigos, curtir o brilho, não dos shows, mas das pessoas. Aquilo me encanta, me faz flutuar de alegria, de êxtase. Fico enebriada com os estilos, com a paisagem diferente da habitual, das roupas, das tribos, a positividade e nem era preciso chegar na tenda eletrônica para sentir (esta estava um sucesso, Gualberto Jr mandou ver, para os fãs do que há de melhor na "vibe")!As mãos lançadas ao ar vibrando pela arte, pela emoção, pelas letras que faziam embarcar, cada qual no seu momento particular, nas lembranças distantes, presentes, tudo junto aqui e acolá.Ver o empenho do Tony Garrido, entender o Erê que o move, percebre que ele vibra em estar ali, pela arte, pelo público e pelo todo que é cantar. A energia enloquecida, bem ou mal entendida do Lulu Santos, que pareceu-me muito sincero em suas palavras afáveis à nós, a nossa maneira ímpar de receber. O Kid Abelha, que pela primeira vez, aos meus olhos fez um show de estalar os dedos, bater os pés, dançar e dançar. O meu qureridissimo Rappa e suas letras que me aprofunda como ser social, apesar das pessoas,`as vezes, entenderem que eles parecem se mostrar. O fato de não serem filmados...preferi entender que foi simplesmente pelo discurso exaltado e justo.Só isso, não quis viajar muito na história dos outros, deixa que mostre suas próprias imagens, que são fortes, que não são belas, mas de uma verdade incrível.E o Barão, que não pude pular o bastante porque o corpo pedia o chão, a alma pedia a redenção em me acabar e saborear Cazuza! Tentei, foi o show mais rock and roll.Vibrei pela energia dos mais novos ao curtir CPM22, na euforia de sair correndo, sendo puxados para curtir seu momento.Nem todos os shows foram bons, mas muuuuitos foram ótimos e esse foi o melhor Piaui Pop para mim, e que o próximo seja mais!Boa semana para todos. Muito Carinhooooooooo
Meias, calça cinza quentinha e a blusa preta que ele me deu!Bruuuuuh1FriiioEntre um gole e outro de café, lembrei do "meu cara" que agora lateja minha cabeça. Ele sempre foi lindo, pois nos olhos de filha, pequena ou grande, a íris é sempre colorida de amor. Amor de mito, amor de saber e viver durante anos com os mesmo hábitos, que às vezes acho tão bestas, mas desvelam-se em sua esmagadora maioria, sábios. Manina boa do humor leve , mas vez por outra, negro. Roubando minhas galgalhadas adoçadas de amor. Amos, amor, amor...meu primeiro amor, mas não esse amor de dividir o coração, amor de tudo pode e nada pode, de vez e sempre, então!Amor educado o dele, de renúncia, e isso faz dele mais notável, ainda.
Saudades da rede dele, que embala os melhores cochilos no final da tarde preguiçosa. Saudades de prestar atenção no que ele tá dizendo agora:"Eu disse que era para ir embora só quando terminasse a monografia!" E eu acabo voltando de supetão, mas amor de pai é tão "foda" que vai me abraçar e puxar as resmas, escritas de todas as cores da minha mão e dizer:" Eu corrijo para você." As lágrimas, já se fazer pranto doído e maldito, porque saudades de pai dói, dói, dói, até olhar para baixo, lembrar de tudo o que ele ensinou e voltar a digitar mais e mais rápido para dar conta da vida e do recado. O meu recado é que...não vejo a hora de matar a saudade um bocado.
Amo-te
"O inferno dos vivos não é algo que será; se existe é aquele que já está aqui; o inferno no qual vivemos todos os dias, que formamos estando juntos. Existem duas maneiras de não sofrer. A primeira é fácil para a maioria das pessoas: aceitar o inferno e tornar-se parte deste até o ponto de deixar de percebê-lo. A segunda é mais arriscada e exige ação e aprendizagem contínuas: tentar saber reconhecer QUEM e o quê no meio do inferno não é inferno, e preservá-lo e abrir espaço". Ítalo Calvino